Edifício Vila Lobos | Brasília | DF

13 de novembro de 2019

A UTILIZAÇÃO E A CONSERVAÇÃO DE EDIFICAÇÕES PÚBLICAS

Em nosso país, infelizmente, algumas pessoas estabelecem uma delimitação entre o seu espaço particular e o público. Assim, aquilo que é identificado como particular, mais especificamente sua casa, deve ser bem cuidado e merecedor de todo desvelo; as edificações públicas, por sua vez, recebem a alcunha de “terra de ninguém”. Porém, como o próprio nome diz, as edificações públicas não pertencem a uma única pessoa, mas a todos nós, e seu cuidado e manutenção devem ser uma responsabilidade compartilhada.

UM PROBLEMA ANTIGO

Em 1630, o frei franciscano Vicente do Salvador escreveu, na obra “História do Brazil”: “Nenhum homem nesta terra é repúblico (zeloso do bem público) nem zela, ou trata do bem comum, senão cada um do bem particular.” Quase 400 anos depois, vê-se que infelizmente a situação continua a mesma, ou talvez até pior. Uma breve visita às edificações públicas, de norte a sul do país, revela a precária situação em que se encontram: luminárias, torneiras, sanitários, fios, enfim, nada parece escapar à sanha destruidora das pessoas, e um questionamento nos vem à mente: por que os espaços e edificações públicas são vandalizados?

PROCURANDO MOTIVOS

A explicação mais frequente atribui o vandalismo à falta de educação ou de cidadania das pessoas, o que é verdade, mas a alegação não é suficiente. Voltamos, assim, à definição do “público” e do “particular”: se não é meu, não merece ser cuidado. Soluções? Investimento e melhorias em infraestrutura e segurança, bem como ações educativas e campanhas de conscientização, sem esquecer, obviamente, que todo bom hábito se inicia no lar. Além disso, é dever do poder público mobilizar a população para que cada cidadão atue como um agente social, colaborando na preservação dos espaços públicos e privados.

TEORIA DAS JANELAS QUEBRADAS

O que mais influencia uma pessoa a cometer atos de vandalismo? Uma experiência, realizada em 1969 pelo psicólogo Philip Zimbardo, da Stanford University, denominada “Teoria das janelas quebradas”, tornou-se clássica.

Um automóvel conversível, sem placa, foi estacionado com a capota aberta em uma rua do Bronx (New York), onde havia alto índice de criminalidade. Outro automóvel, nas mesmas condições, foi estacionado em uma rua de Palo Alto (Califórnia), região rica e tranquila. Em poucos dias, o carro deixado no Bronx foi vandalizado, enquanto o outro veículo permaneceu intacto. Ao que tudo indicava, o nível socioeconômico das pessoas era o fator determinante para que o vandalismo ocorresse. Pouco tempo depois, entretanto, os pesquisadores quebraram uma janela e fizeram outras alterações no carro deixado em Palo Alto. Em poucas horas, o carro estava virado de cabeça para baixo e destruído. O objetivo da pesquisa era demonstrar que a visão de desordem (coisas como janela quebradas, lixo espalhado pela rua, pichações etc.) despertaria o desejo de vandalismo, favorecendo o surgimento cada vez maior de atividades criminosas, o que explica em parte o que ocorre com as edificações públicas em nosso país: a simples visão de lugares vandalizados pode despertar o desejo de vandalismo.

RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA

As edificações públicas são espaços de convivência e sociabilidade. Uma vez depredadas e vandalizadas, todos sofrem as consequências. Ter a consciência de que são de todos fortalece os laços sociais, por isso devemos valorizá-las, e isso se aprende no dia a dia, baseado em uma educação que esclareça a reciprocidade que deve haver entre o público e o privado, para que o cidadão se conscientize de que o que supostamente não é de ninguém, na verdade também é seu.


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