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26 de agosto de 2020

CONECTIVIDADE DO AMBIENTE DE TRABALHO: COMO O AMBIENTE PODE INFLUENCIAR AS RELAÇÕES INTERPESSOAIS

Estudiosos do comportamento há muito identificam o desejo de se sentir conectado aos outros como uma necessidade humana básica. Como os sistemas fisiológicos humanos são altamente responsivos a interações sociais positivas, os relacionamentos interpessoais no ambiente de trabalho têm um impacto significativo na saúde mental e física das pessoas.
RELACIONAMENTOS POSITIVOS NO TRABALHO
Atualmente, é bem conhecido o fato de que as interações sociais no trabalho afetam diretamente os processos fisiológicos do corpo. Quando positivas, elas fortalecem os sistemas cardiovascular, imunológico e neuroendócrino, por meio de diminuições imediatas e duradouras na reatividade cardiovascular, respostas imunológicas fortalecidas e padrões hormonais mais saudáveis. Quando os funcionários experimentam relacionamentos positivos, a capacidade do corpo de construir, manter e reparar a si mesmo é melhorada no local de trabalho e nos tempos de lazer e descanso não relacionados ao trabalho. Por outro lado, embora haja uma suposição de que o estresse e a pressão levam os funcionários a ter um melhor desempenho, o que faz muitas empresas apostarem em uma cultura agressiva, um crescente corpo de pesquisadores da Psicologia Organizacional Positiva demonstra que não apenas um ambiente agressivo é prejudicial à produtividade ao longo do tempo, como também um ambiente positivo causará inúmeros benefícios para empregadores e funcionários, além de resultados financeiros. Trabalhadores que recebem o apoio dos colegas têm maior probabilidade de permanecer na organização por um longo prazo.
Uma pesquisa realizada em 2011 por Shelly Gable e Courtney Gosnell, professoras do Departamento de Psicologia e Ciências do Cérebro na Universidade da Califórnia, descobriu que o cérebro libera oxitocina, um poderoso hormônio ligado à confiabilidade e motivação para ajudar os outros no local de trabalho, em resposta ao contato social.
Em 1998, Robin Dunbar, antropólogo e psicólogo britânico, sugeriu, na obra “A hipótese do cérebro social”, que quando os indivíduos experimentam dor social no local de trabalho, por se sentirem, por exemplo, isolados, a região do cérebro que é ativada é a mesma como se a dor física tivesse ocorrido. Em contrapartida, quando cooperação, confiança e justiça caracterizam os relacionamentos no ambiente laboral, é ativado o sistema límbico, unidade cerebral responsável pelas emoções e comportamentos sociais, também conhecido como centro de recompensa do cérebro, o que incentiva futuras interações que promovam os mesmos sentimentos de confiança, respeito e segurança dos funcionários. Isso retroalimenta o processo, melhorando significativamente o desempenho de cada um.
CONSTRUINDO CONFIANÇA
A qualidade do ambiente de trabalho influencia diretamente o sucesso da empresa. Relações interpessoais positivas aumentarão o desempenho do grupo, impulsionando o engajamento e a eficácia do trabalho em equipe. Portanto, relacione-se com as outras pessoas de forma a otimizar a produtividade. Boas habilidades interpessoais são levadas em alta conta no mundo corporativo, e ser capaz de demonstrá-las o ajudará a se destacar do resto da multidão.


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